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| James Murphy durante show do LCD Soundsystem no clube Warehouse, em São Paulo (18/02/2011) |
Foi o início do fim. Na primeira turnê desde o anúncio da despedida dos palcos, o LCD Soundsystem veio ao Brasil abrir a lacuna que começa a surgir com o encerramento de uma bem sucedida carreira de dez anos, diluída em apenas três discos. Já na madrugada deste sábado (19), no festival No Mondays/Popload Gig, a banda se despediu da plateia de São Paulo, que conquistou ao longo de alguns anos e muitos hits.
Em duas horas, James Murphy e sua banda de seis pessoas recordaram com o público de São Paulo uma década dedicada à música. O show foi uma representação da discografia da banda, mesclando estilos e recriando as canções sem roubar a energia da música ao vivo.
Eles dividiram com uma plateia fervorosa as lembranças do ano de estreia da banda, em 2005, com "Tribulations", "Movement", "Losing My Edge", "Yeah" e o primeiro grande hit, "Daft Punk Is Playing at My House". De 2007 estavam "Get Innocuous!" e o hino da amizade "All My Friends". Mas foi com o trabalho mais recente, "This Is Happening" (2010), que eles, aparantemente, queriam deixar uma última boa impressão, despedindo com "Dance Yrself Clean", "Drunk Girls", "I Can Change", "You Wanted a Hit", "Home" e "Someone Great".
Se o currículo de James Murphy mantém sua popularidade em alta --entre indicações ao Grammy, vídeos com direção de Spike Jonze e músicas para a Nike,-- melhor ainda é sua dedicação ao palco. A energia dos shows do LCD Soundsystem é quase palpável porque, ao vivo, tudo é real. As músicas são criadas por instrumentos reais, e não por laptops ou aparatos eletrônicos usados em estúdio, enquanto Murphy se concentra apenas em seus vocais, que se expandiram no alcance ao longo dos anos.
Entre argumentos de que não teria criado uma banda para ser um pop star, Murphy diz que acabar com o LCD Soundsystem é a coisa certa a ser feita, antes que sua bem sucedida banda comece a se tornar constrangedora, no alto de seus 41 anos. O inquieto Murphy sabe da necessidade de se rasgar tudo o que já foi feito e começar de novo.
Antes do LCD, o palco do festival foi tomado por cinco rapazes britânicos sob o nome de Turbogeist. A banda de influências punk liderada por Jimmy Jagger, filho do Rolling Stone Mick Jagger, apresentou seu repertório a um público escasso. que desconhecia sua origem. Atração no lugar errado, o som garageiro do grupo foi vaiado no final da apresentação, terminando em alvo de chacota de Jimmy. (MARIANA TRAMONTINA)
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