Mil cantoras em uma estrela

Mil cantoras em uma estrela
No episódio piloto de Glee, a personagem de Lea Michele, Rachel Berry, faz uma pausa de um segundo antes de iniciar uma performance poderosa de “On My Own”, canção de Les Miserables, para se apresentar – e explica por que escreve seu nome com uma estrela dourada colada ao final. “Hoje em dia, ser anônimo é pior do que ser pobre”, diz ela. “A fama é a coisa mais importante na nossa cultura atualmente. E se tem uma coisa que aprendi é que ninguém vai dá-la a você de graça.”

A jovem de 24 anos já havia seguido o conselho de sua personagem e trabalhado para se tornar famosa. Glee exige de todos uma agenda rigorosa de atuação, canto e dança. Mas foram itens adicionais como o talento de Lea e sua dedicação que ajudaram o programa a conquistar quase 20 milhões de espectadores (só nos EUA), a vender mais de três milhões de cópias de suas nove trilhas sonoras – de acordo com o Nielsen SoundScan – e a transformar uma pequena turnê de verão num enorme sucesso.

Glee brilha devido ao seu elenco, mas foram as performances extraordinárias e projetos paralelos fora da fictícia McKinley High que fizeram com que Lea se destacasse do grupo. Seu sucesso sem igual como cantora, dançarina e atriz ao longo do ano passado lhe rendeu o reconhecimento como Triple Threat Star (algo como Estrela Três Vezes Talentosa) pela Billboard. “Trabalhamos duro aqui no Glee”, diz ela.

“Quando não estamos filmando, estamos no estúdio de gravação ou no estúdio de dança. É preciso muito esforço para fazer esse programa acontecer a cada semana; então, receber este prêmio em particular honrando todas essas coisas é incrível.”

Lea diz que nunca imaginou que se tornaria uma estrela de TV famosa quando começou a se apresentar na Broadway, por Jason Lipshutz LEA também quer gravar “um álbum de baladas pop rock de sonoridade grandiosa” aos oito anos de idade. Ela teve papéis em Ragtime e Fiddler on the Roof (Um Violino no Telhado) que a ajudaram a aprimorar suas habilidades vocais, além de um papel principal no musical O Despertar da Primavera que lhe rendeu uma nomeação ao prêmio Drama Desk em 2007.

Depois de se mudar para Los Angeles em 2008, Lea cantou na montagem de Les Miserables no Hollywood Bowl até ter a chance de fazer um teste para Glee e conseguir o papel. “Era um dos melhores scripts que eu já havia lido. Achei que o programa tinha uma boa chance de ir bem, mas, ao mesmo tempo, há um monte de coisas boas que não duram na TV. Eu não li o roteiro pensando: 'Ah, é, e vamos conhecer presidente Obama e vou aparecer na Oprah.”



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