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O rapper norte-americano Kanye West se apresenta no Festival Lollapalooza, em Santiago, Chile |
A primeira edição do Lollapalooza no Chile carimbou a cidade de Santiago no passaporte dos grandes festivais de música do mundo. Com origem, marca e proporções da versão norte-americana, que completa 20 anos de existência, o encerramento neste domingo (3) foi decretado por Kanye West, um dos grandes nomes da música pop da atualidade e representante de uma nova geração de artistas dos Estados Unidos.
O rapper bradou com o público seus grandes hits ("Stronger", "Gold Digger", "Flashing Lights", "Say You Will"), e temas de seu elogiado último álbum, "My Beautiful Dark Twisted Fantasy" (2010), como "Gorgeous", "Monster" e "All of The Lights". Acompanhado de DJ e dois programadores, Kanye mostrou seu rap por cima das bases de suas músicas já gravadas, mas derrapou quando usou sua voz para cantar.
Com um gigantesco palco somente para ele, acrescido de uma passarela que invadia a plateia de aproximadamente 35 mil pessoas, o rapper usou todo o espaço para correr de um lado para o outro e dançar em frente às luzes que faziam parte de seu cenário, enquanto o público entoava "olê, olê, olê, Kanye, Kanye".
Atrações do domingo
Antes dele, outros norte-americanos estavam em cena. O 30 Seconds To Mars levou uma legião de fãs uniformizados --em especial meninas, todos vestindo camisetas vermelhas do fã-clube da banda-- para o palco principal. Comandado pelo inquieto ator Jared Leto, o grupo abriu com "Escape" e "Night of the Hunter", tocou "A Beautiful Lie" e "Attack", e uma versão de seu último single "Hurricane".
O Flaming Lips ocupou o mesmo palco horas antes, colocando sua psicodelia sob o sol forte de Santiago (prejudicando em partes as exibições em seus telões) e o vocalista Wayne Coyne novamente dentro de uma bola transparente rolando em cima do público.
Pela primeira vez na América Latina, o 311 mesclou seu rock com rap e levadas funk em músicas como "Down", "Comer Original", "Jackpot", "Beautiful Disaster" e uma versão para "Lovesong", do The Cure. A espanhola Mala Rodríguez foi quem abriu o primeiro palco principal, falando de feminismo e problemas sociais em seu hip-hop com influências flamencas.
No segundo palco principal, o domingo começou com o reggae chileno Quique Neira, seguido dos argentinos Todos Tus Muertos, que presenciou uma grande quantidade de fãs cantando suas músicas. Chico Trujillo foi responsável pela fusão de rock, ska, cumbia e reggae no palco, abrindo espaço para o Sublime With Rome, que apresentou um show semelhante ao mostrado no Brasil no ano passado, durante o festival SWU, em Itu.
O segundo palco foi encerrado com a banda do dono da festa: Perry Farrell, mentor do festival Lollapalooza, levou seu Jane's Addiction para fazer as honras da casa. Com um número de bailarinas no palco, hits como "Been Caught Stealing" e uma versão acústica para "Jane Says", a banda mostrou ainda o single inédito "End to the Lies", que deve entrar em seu próximo álbum, previsto para sair este ano.
Paralelamente, funcionaram ainda o palco Kidzapalooza, voltado à programação infantil, e o LG Stage, com atrações da música eletrônica como o badalado Armin Van Buuren, Boys Noize, Fischerspooner e Javiera Mena, entre outros.
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