Mostrando postagens com marcador Strokes. Mostrar todas as postagens
A organização do festival Planeta Terra confirmou nesta segunda-feira a presença dos Strokes na edição deste ano do evento.
Além da banda de Nova Iorque também já estão contratados o The Vaccines e o artista Toro y Moi.
Este ano o Planeta Terra acontece em São Paulo, no dia 5 de novembro. Os ingressos começam a ser vendidos no início de maio.
No papel, a escalação da 12ª edição do Coachella Music & Arts Festival prometia muito. Na prática, depois de 180 shows em três dias no evento encerrado domingo, o resultado foi ainda melhor.
O festival teve em cada noite a presença de uma das três bandas de rock mais importantes surgidas neste século: Kings of Leon, Arcade Fire e Strokes. Com características diferentes, foram três momentos consagradores.
Na sexta, o Kings of Leon fez um show emocionante. Os três irmãos e um primo que formam o grupo, além da pinta de galãs, sabem como criar uma apresentação densa, envolvente.
Na abertura, temas mais leves, tranquilos. Depois, o clima vai ficando mais carregado, com a banda tocando seus sucessos que têm uma aura vintage, é som dos anos 1970 reprocessado para a molecada, que se esbaldou.
No fim, centenas de balões coloridos e luminosos despencando do alto da estrutura do palco, para a plateia brincar e levar embora.
No último dia do festival, os nova-iorquinos do Strokes tocaram antes do rapper Kanye West e o vocalista Julian Casablancas não escondeu a irritação de não ser a banda a fechar o festival.
Casablancas zombou de West em seus comentários entre as músicas ("Ah, o grande Kanye West, né?") e sobrou até farpas para o Duran Duran, que tinha tocado antes. "Quem? Duran Duran? Vocês estão brincando!"
Foi o show de estilo curto e grosso que já consagrou o Strokes. Poucas canções do último álbum e muito material antigo, para delírio do público. Fechou com músicas de 2001, "Last Nite" e "Take It or Leave It".
Kanye West fez um show correto, sem a produção de dança e efeitos visuais de suas apresentações regulares. Ainda é um pouco alienígena nesse tipo de evento, de tradição roqueira.
PRODÍGIOS
O festival Planeta Terra anunciou oficialmente suas primeiras atrações nesta segunda-feira. O principal nome do evento, por enquanto, é banda Strokes, que está lançando um novo álbum após anos de hiato.
O festival também confirmou a vinda da banda estreante The Vaccines e do músico Toro Y Moi.
O evento, que chega este ano à sua quinta edição, será realizado em São Paulo no dia 5 de novembro. A venda de ingressos terá início em maio.
![]() |
Festival Planeta Terra anuncia vinda do Strokes para show em São Paulo em novembro |
O grupo inglês Vaccines, chamado por parte da imprensa de "novo Strokes", tem apenas um álbum lançado, "What Did You Expect From The Vaccines?", que também chegou às lojas em março.
Toro Y Moi é o nome usado pelo norte-americano Chazwick Bundick. Ele tem no currículo dois álbuns e alguns EPs.
Janeiro de 2001. O quinteto nova-iorquino The Strokes lança um EP intitulado "The Modern Age" e provoca uma verdadeira guerra de "quem dá mais?" nas gravadoras.
Dez anos depois --cinco só de hiato--, o guitarrista Albert Hammond Jr. diz que esse tempo foi fundamental para que a banda conseguisse esquecer as pressões por que passou e encontrasse forças para gravar um novo álbum.
"O tempo nos ajudou a ter um novo olhar e colocar as coisas sob perspectiva", disse Hammond Jr. em entrevista à Folha um dia após o lançamento de "Angles", o quarto disco da banda e sucessor de "First Impressions of Earth" (2006).
Houve até quem duvidasse do retorno da banda, já que, durante o hiato, quatro de seus integrantes se lançaram em projetos solo.
Embora várias faixas do disco tragam elementos nunca antes explorados pela banda, Hammond Jr. nega que os projetos solo influenciaram "Angles".
Dias antes de o guitarrista falar com a Folha, o site da revista "Spin" publicou uma entrevista em que ele falava sobre como o seu vício em drogas atrapalhou a gravação do álbum.
"Era uma questão de vida ou morte. Eu precisava fazer algo por mim. Se eles quisessem gravar sem mim, não teria problema, mas, se esperamos tanto tempo, qual seria a diferença em esperar um pouco mais?", explicou, por telefone.
![]() |
Julian Casablancas a os Strokes durante apresentação no festival SXSW, no Texas |
"Vocês estão muito gentis", reclama Julian Casablancas no enorme Madison Square Garden, em Nova York, depois de cantar no meio da pista no primeiro show após o lançamento do novo CD do The Strokes, "Angles" (2011), na última sexta-feira (1).
"É para me despedaçar. Da próxima vez, não me deixem sair, é só o que estou dizendo."
Bem humorado, ele manteve em alta a energia nas duas horas de um show clássico, carregado de referências oitentistas e sem nenhum efeito mirabolante que tirasse a atenção dos acordes.
Com a casa lotada, o quinteto nem precisava das atrações superespeciais, como a participação de Elvis Costello, que cantou três músicas como surpresa de 1º de abril antes de os Strokes tomarem o palco.
Depois, Costello ainda tocou com eles "Taken for a Fool", a quinta faixa de "Angles".
Tudo o que precisavam para o sucesso da noite era se a concentrar nas músicas mais antigas. O público não parecia conhecer, ou se importar, com o que veio de "Angles", um CD que a própria banda criticou após a gravação.
Assinar:
Postagens